Sucessão de Luciano já começou: Carol e Yale entram no radar para 2028 em Arapiraca
Sem poder disputar um novo mandato consecutivo, Luciano Barbosa terá menos de dois anos para construir um nome capaz de herdar seu grupo político. Carol Valeriano e Yale Fernandes aparecem hoje entre as figuras mais próximas desse movimento.
A eleição municipal de 2028 ainda está a pouco menos de dois anos de distância, mas a sucessão de Luciano Barbosa já começou a ser desenhada em Arapiraca. O prefeito chega à reta final de seu atual mandato sem possibilidade de disputar novamente de forma consecutiva e com uma pergunta que tende a ocupar cada vez mais espaço nos bastidores: quem será o nome escolhido para tentar manter seu grupo no comando da Prefeitura?
Luciano não entrega uma sucessão qualquer. Em 2024, foi reeleito com 100.890 votos, 85,04% dos votos válidos, uma vitória que mostrou o tamanho de sua força eleitoral naquele momento. O desafio agora é outro. Voto de prefeito não se transfere automaticamente, e dois anos podem ser pouco tempo para transformar um secretário conhecido dentro da administração em candidato competitivo nas ruas.
Hoje, dois nomes ganham espaço nessa discussão: Carol Valeriano e Yale Fernandes. Nenhum deles foi anunciado oficialmente como candidato de Luciano, e seria precipitado tratar a escolha como definida. Mas os dois ocupam posições que naturalmente os colocam no centro das especulações sobre 2028.
Carol comanda a Secretaria Municipal de Serviços Públicos, uma das áreas mais visíveis da Prefeitura. Limpeza urbana, iluminação e manutenção chegam diretamente ao cotidiano da população. Além da presença no Executivo, ela já passou pelo teste das urnas. Em 2024, foi eleita vereadora pelo Podemos com 2.447 votos e depois se licenciou para permanecer no secretariado municipal.
Yale chega por outro caminho. Tem trajetória política mais longa, já foi vice-prefeito de Arapiraca, ocupou diferentes funções na administração municipal e ganhou exposição estadual em 2026 ao disputar a vice-governadoria na chapa de Renan Filho. Passada a eleição, voltou ao núcleo central da gestão de Luciano e assumiu a Secretaria Municipal de Governo, uma posição diretamente ligada à articulação política e institucional da Prefeitura.
É aí que a disputa fica interessante. Carol tem a vantagem de uma pasta que aparece diariamente para a população e de já possuir um mandato conquistado nas urnas. Yale carrega mais experiência política, trânsito partidário e uma relação antiga com o grupo de Luciano. São perfis diferentes disputando algo que ainda nem foi oficialmente colocado sobre a mesa.
O problema para o grupo governista é o tempo.
Luciano venceu a última eleição com uma votação difícil de reproduzir sem que exista um nome previamente consolidado. A força de uma administração não garante que seu sucessor herde automaticamente a mesma aprovação. Quanto mais tarde ocorrer a escolha, menor será o período para apresentar esse candidato à cidade como alguém com projeto próprio e não apenas como o escolhido do prefeito.
A eleição estadual de 2026 também mexeu no tabuleiro. Yale saiu de uma campanha majoritária, Célia Rocha chegou à vice-governadoria na chapa adversária e outros nomes com peso político em Arapiraca já entram naturalmente nas contas para 2028, entre eles o deputado estadual Ricardo Nezinho e a vice-prefeita Rute Nezinho. A sucessão municipal, portanto, não acontecerá em terreno vazio.
Luciano Barbosa ainda pode guardar a decisão por algum tempo. Pode testar nomes, medir pesquisas, observar rejeição e avaliar quem reúne melhores condições de manter unido um grupo político amplo. O que dificilmente poderá fazer é deixar essa construção para a última hora.
Carol ou Yale? Hoje, essa resposta ainda não existe.
Mas a corrida para se tornar o nome de Luciano Barbosa já começou.
